};

BLOG PERFECTA

Diagnóstico de doenças e o envelhecimento da população

O período compreendido entre 2021 e 2030 foi declarado pela ONU (Organização das Nações unidas) como a Década do Envelhecimento. Esse é um fenômeno novo na história da humanidade, e tem comportamento diferente em diferentes países.
Países menos desenvolvidos, como o Brasil tem notado que a cada ano a população 60+ aumenta de forma bastante acelerada. Em 2021 a população idosa no mundo era de aproximadamente 749 milhões de pessoas e estima-se que em 2050 esse número irá dobrar, podendo chegar a 1,7 bilhões de pessoas.
Esse fato, per se, representa um enorme desafio socioeconômico nos países menos desenvolvidos onde a população não acumulou riqueza antes de envelhecer. O Brasil é um exemplo real desse fenômeno, pois conta com a 6ª maior população de idosos do mundo com cerca 31,3 milhões de pessoas correspondendo a de 14,5% da população.
Do ponto de vista da saúde, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são um problema enorme que levam ao aumento do número de mortes prematuras e repercussão na qualidade de vida.

PROPORÇÃO DAS PESSOAS DE 18 ANOS OU MAIS QUE RELATAM DIAGNÓSTICO DE ALGUMA DOENÇA CRÔNICA FÍSICA OU MENTAL (EM % -BRASIL – 2019)

Fonte: IBGE – Pesquisa Nacional de Saúde – 2019 (Mod: Painel Abramed 2021 – o DNA do diagnóstico)

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) aparecem de forma lenta, silenciosa e a incidência aumenta com a idade.  As DCNT mais importantes são as doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas como bronquite, asma e rinite, a hipertensão, o câncer, a diabetes e algumas doenças metabólicas como obesidade, diabetes e dislipidemia.
Os exames diagnósticos das DCNT têm enorme importância na melhoria das condições de saúde da população. A detecção precoce de uma condição, isso é, antes da manifestação dos sintomas reduz custo e garante o bem-estar ao paciente. Em função do envelhecimento e da melhoria do nível de renda da população as solicitações de exames diagnósticos deverão crescer 95% até 2050. Temos aí um grande desafio de saúde pública, pois a não realização de exames com finalidade diagnóstica aumenta os custos associados ao tratamento das doenças.